História e Origem
A Dança do Ventre, desenvolveu-se entre os primeiros povos a habitarem a Ásia menor, inicialmente como dança religiosa sob o matriarcado como forma de representação e adoração à Deusa Inanna ou Astarte, a grande deusa-mãe-terra e posteriormente como forma de aprendizado e entretenimento entre mulheres.
Limitar a origem e o desenvolvimento da Dança do Ventre ao Egito é um equívoco tão grande quanto restringir seus movimentos apenas à área do abdômen.
A Dança do Ventre trabalha o corpo feminino como um todo. Seguindo a trajetória da evolução, cada povoado adaptou a dança sagrada (sua estrutura de movimentos, vestimenta, ritmos e coreografia) segundo seus costumes e crenças.
Acredita-se que essa dança tenha sido criada visando reproduzir através de movimentos variados: os quatro elementos (água, fogo, terra e ar) animais sagrados como; a serpente (símbolo da Deusa–mãe-terra) cataclismas como: terremotos, maremotos e etc. além de todo o ciclo que envolve a fertilidade feminina e a concepção da vida. Dançarinas do antigo Egito adornavam seus quadris com sementes que ao serem chacoalhadas emitiam um determinado som para cada movimento. Percebemos que desde então o corpo é o maior instrumento da dança oriental, só ele tem a capacidade de materializar a música árabe.
Ao longo do tempo pelo processo de mistura entre culturas causado pelas constantes guerras, invasões ou simplesmente pelas visitas freqüentes de povos nômades, a arte da dança oriental foi divulgada e assimilada por todo o oriente antigo.
Em 1798, Napoleão Bonaparte teve seu primeiro contato com a dança oriental em sua primeira expedição científica ao Egito, através da recepção fraterna e festiva de Gawazys, dançarinas profissionais dos povos Tiziganes durante a ocupação de suas tropas sobre o cairo. Bonaparte, impressionado com os curiosos movimentos abdominais das dançarinas referiu-se pela primeira vez à dança oriental, como “danse du ventre” ou seja, dança do abdômen, “Dança do Ventre” a forma como a conhecemos até hoje.

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